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Comentarios da Lição da Escola Sabatina
feitos pelo pastor Albino Marks

Lição 12 DOTADO PARA O SERVIÇO: FILIPE

Pr.Albino Marks

As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava”. – At. 8:6.

INTRODUÇÃO – Quando alguém é indicado para uma posição de autoridade, geralmente procura trocar os homens que devem assessorá-lo. Esta troca é sempre muito bem intencionada - obter os melhores resultados. O grande problema é que a troca de homens não altera de modo significativo, e muitos vezes em nada, os resultados. Muitas vezes são alterados para menos. Muito mais importante que a troca de homens, é a troca de espírito dos homens. E não importa quem são eles.

Moisés selecionou doze homens entre os que eram o melhor entre as doze tribos de Israel. Eram príncipes e cabeças entre o povo ( Núm. 13:2 e 3). Eram líderes (ABV) Hoje diríamos: foram escolhidos a dedo.

Que desastre! Não poderia ter havido pior escolha! Onde estava o problema? No método de trabalho? Parece que não. Segundo o relato, todos deram o melhor de si. Na execução dos planos estabelecidos? Também não. Seguiram à risca o roteiro traçado. Onde estava o problema? No espírito dos homens. A maioria tinha uma perspectiva humana dos resultados. Apenas dois tinham a perspectiva divina. “E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné,... dizendo: ... porquanto como pão os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é conosco; não os temais”. - Núm. 14:6, 7 e 9.

Filipe foi um homem dessa envergadura. O Espírito Santo pôde repousar sobre ele e usá-lo, porque em espírito de humildade e submissão curvou-se diante do poder de Deus.

PENSE – “Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que expiou, e a sua descendência a possuirá... Disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe as mãos”. - Núm. 14:24 e 27:18.

DESAFIO – “Não há nada que o Salvador deseje tanto como agentes que representem ao mundo Seu Espírito e Seu caráter”. – AA. pág. 600.

CHAMADO PARA O SERVIÇO – A Igreja é um movimento em crescimento. O crescimento pode trazer problemas, mas também gera oportunidades para a revelação de novos talentos, a administração eficaz e a expansão. As dificuldades em verdade constituem-se momentos decisivos para revelar de maneira direta a liderança de Deus. Foi o que aconteceu na Igreja Apostólica. O movimento cresceu em número e requeria um sistema de organização eficiente. As necessidades receberam a devida atenção com a distribuição das responsabilidades e o corpo desenvolveu-se de maneira harmônica e vigorosa.

“Estes oficiais tomaram em cuidadosa consideração as necessidades individuais, bem como os interesses financeiros gerais da igreja; e, pela sua gestão acautelada e seu piedosos exemplo, foram, para seus colegas, um auxílio importante em conjugar os vários interesses da igreja em um todo unido”. – AA. pág. 89.

Entre os diáconos destacaram-se alguns com invulgar habilidade para cativar a simpatia do povo na exposição da palavra. Estevão e Filipe foram dois talentos brilhantes, que envolvidos pelo Espírito Santo, sacudiam as multidões. Estevão foi martirizado, mas Filipe teve oportunidade para realizar excelente trabalho de evangelista.

”A ordem que foi mantida na primeira igreja cristã, possibilitou-lhes avançarem firmemente como um bem disciplinado exército, vestido com a armadura de Deus. Os grupos de crentes, se bem que espalhados em um grande território, eram todos membros de um só corpo; todos se moviam em concerto e em harmonia uns com os outros”. – AA. págs. 95 e 95.

PENSE – “Esta afirmação é digna de confiança: Se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função”. – I Tim. 3:1 – NVI.

DESAFIO – “Enquanto permanecessem unidos, a igreja avançaria ‘formosa como a Lua, brilhante como o Sol, formidável como um exército com bandeiras’. Cant. 6:10”. – AA. pág. 91.

MISSIONÁRIO EM SAMARIA – Com o Pentecostes, teve início um poderoso movimento anunciando que Jesus que foi crucificado, mas que ressuscitou no terceiro dia, depois de Sua morte, verdadeiramente era o longamente esperado Messias.

Contudo os discípulos e todos os conversos, dominados pelo extremado sentimento de nacionalismo, tinham fortes convicções de que esta gloriosa mensagem era patrimônio para quem era israelita.

Deus permitiu que uma forte perseguição caísse sobre a Igreja em formação, espalhando os recém conversos por todo o Israel e mesmo além de suas fronteiras. Filipe que fora ordenado diácono, foi primeiramente para a província de Samaria e ali evangelizou uma cidade não identificada.

Este começo da Igreja Apostólica lembra o início da Igreja Adventista. Os pioneiros do movimento também tinham a idéia de que a mensagem da segunda vinda de Jesus devia ser pregada apenas na América do Norte.

Deus mostrou que este não era o Seu propósito e a Igreja despertou para a responsabilidade da mensagem mundial. Destacou-se como o primeiro missionário adventista, John N. Andrews. Nascido em 1829, estava com apenas 15 anos quando também experimentou a amarga decepção de não ver Jesus voltando. Não resistiu ao primeiro impacto de sua grande esperança frustrada, e por cinco anos esteve afastado do movimento adventista. Em 1849 decidiu unir-se aquele pequeno grupo que estava pregando a mensagem da volta de Jesus aliada a observância do Sábado.

Em 1874 foi enviado à Europa como o primeiro missionário da Igreja. É reconhecido como um dos quatro líderes mais importantes do movimento adventista em sua fase nascente.

PENSE – “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. – At. 1:8 – NVI.

DESAFIO – “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. – Mat. 24:14 – NVI.

OPORTUNIDADES DE TESTEMUNHO – Na propagação da mensagem de salvação por meio de Cristo Jesus, o Espírito Santo falava aos mensageiros de esperança e estes entendiam a Sua voz. Filipe ouviu a voz do Espírito e dirigiu-se para o sul em direção a Gaza, no caminho em meio ao deserto. Filipe não questionou a ordem do Espírito; Por que para o deserto? Não há multidões na Judéia e Samaria sequiosas de ouvir a mensagem?

Em Seu ministério terrestre, Jesus muitas vezes fez do auditório de uma só pessoa o momento mais importante para comunicar as profundas verdades do plano da redenção. Lá no deserto, estava uma vida sedenta procurando compreender a tocante mensagem do profeta Isaías descrevendo o grande e maravilhoso sacrifício de Jesus em favor do pecador. O Deus que vê, providenciou pronto atendimento para satisfazer os anseios e as necessidades desta vida carente de Seu amor e de Sua graça.

Este incidente no ministério de Filipe oferece uma boa oportunidade para reflexão sobre a maneira como conduzimos a propagação do evangelho em nossos dias. São muito comuns os elaborados esforços nas grandes cidades em busca das multidões. No entanto, os objetivos para alcançar os simples campônios que labutam na terra, são muito diminutos. É muito difícil uma tenda ser armada em zona rural para pregar aos ouvintes que vivem no deserto.

“Em todo o mundo homens e mulheres olham atentamente para o Céu. De almas anelantes de luz, de graça, do Espírito Santo, sobem orações, lágrimas e indagações. Muitos estão no limiar do reino, esperando somente serem recolhidos”. – AA. pág. 109.

PENSE – “Um anjo guiou Filipe àquele que procurava a luz, e que estava pronto para receber o evangelho; e hoje anjos guiarão os passos dos obreiros que permitem ao Espírito Santo santificar-lhes a língua, educar e enobrecer-lhes a coração “. – AA. pág. 109.

DESAFIO – “O eunuco disse: ‘Olhe, aqui água, Que impede de ser batizado?’ Disse Filipe: ‘Você pode, se crê de todo o coração’”. – At. 8:36 e 37 – NVI.

DOTADO PARA O SERVIÇO – A paráfrase “A Bíblia Viva”, ao verter o texto de Paulo em Efésios 4:11, sobre as habilidades que o Espírito Santo concede a diferentes membros da Igreja, dá muita clareza ao tema: (Leia o texto em “Pense”.)

Como Igreja, temos uma missão: evangelizar. Às vezes parece que esta missão não está sendo corretamente compreendida. Jesus ordenou : (Leia o texto em “Desafio”.)

Ninguém nasce adulto e com pleno conhecimento de todos os fatos. Todos nascem com o poder do crescimento e seguem esta lei natural. Na experiência espiritual, o crescimento é a meta divina. Tudo o que não cresce, fica estagnado, deteriora e morre. A experiência espiritual é vida, e vida é crescimento.

Para alguns, Deus concede a habilidade de ganhar pessoas para Cristo; recebem o dom da simpatia, que atrai os outros, e o da persuasão, para convencê-los em decidir por Cristo; para outros dá o dom de cuidar, dirigir e ensinar àqueles que são ganhos. Aqueles que têm o dom de atrair e convencer as pessoas, são os evangelistas, não importa se são ministros ou leigos. Eles com o seu trabalho trazem as ovelhas para o rebanho, fazendo-o crescer numericamente. Aqueles que receberam o dom de cuidar, dirigir e ensinar são comissionados para a obra de alimentar e nutrir as ovelhas, fazendo-as crescer em seu vigor espiritual. Eles com habilidade apascentam-nas com amor e cuidado para que se desenvolvam com saúde espiritual e produzam novas ovelhas. Deste modo, o rebanho está em constante crescimento.

PENSE – “Alguns de nós recebemos um talento especial como apóstolos; a outros Ele concedeu o dom de serem capazes de pregar bem; alguns têm a habilidade especial de ganhar pessoas para Cristo, ajudando-as a crer nEle como seu Salvador; outros, ainda, têm o dom de cuidar do povo de Deus, como um pastor faz com seu rebanho, e dirigi-lo e ensiná-lo nos caminhos de Deus.”

DESAFIO – “Portanto, vão e façam discípulos em todas as nações, batizando-os no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E depois ensinem estes novos discípulos a obedecerem todas as ordens que Eu lhes dei; e tenham certeza disto - que Eu estarei sempre com vocês, até o fim do mundo.” - Mat. 28:19 e 20. - BV.

FILIPE E SIMÃO, O MAGO – É muito importante observar que a vida espiritual sempre foi objeto de exploração por parte de espertos enganando os menos avisados. Assim foi nos tempos antes da primeira vinda de Jesus e assim continua até os nossos dias. O confronto espiritual entre os enganos de Satanás e seus seguidores e os princípios de conduta estabelecidos por Deus é um conflito constante.

O profeta Isaías advertiu o povo de seus dias: “Quando disserem a vocês: ‘Procurem um médium ou alguém que consulte os espíritos e murmure encantamentos, ... respondam: ‘À lei e aos mandamentos!’ Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz”. – Is. 8:19 e 20 – NVI.

A Igreja Apostólica estava vivendo os seus primeiros momentos de fervor e verdadeira alegria espiritual. A mensagem e o exemplo causavam impactos que chamavam a atenção e despertavam pecadores, que se volviam para a gloriosa luz da salvação em Cristo. O diabo atacou os incautos com toda a força e embustes para desviar o interesse para a luz que estava iluminando as mentes sedentas.

Filipe enfrentou esse problema em sua campanha evangelística na cidade onde esta pregando. Um feiticeiro, chamado Simão, impressionava todo o povo com suas artes mágicas. Mas a luz da mensagem de Deus mostrou-se muito mais poderosa e muitos creram, e foram batizados pelo mensageiro de esperança.

Simão tentou barganhar o poder de Deus. Porém, Pedro, que também fora para lá para fortalecer a nova congregação que estava surgindo, repreendeu-o severamente, mostrando que as dádivas da graça não se obtém por trocas materiais, mas pela fé em Jesus como o Salvador.

PENSE – “No entanto, quando Filipe lhes pregou as boas novas do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, creram nele, e foram batizados”. – At. 8:12 – NVI.

DESAFIO – “Daniel respondeu: Nenhum sábio, encantador, mago ou adivinho é capaz de revelar ao rei o mistério sobre o qual ele perguntou, mas existe um Deus nos céus que revela os mistérios”. – Dan. 2:27 e 28 – NVI.

ESTUDO ADICIONAL – John N. Loughborough foi o dedicado e vibrante evangelista do grupo de pioneiros do movimento adventista. Nascido em 1832, estava com apenas 12 anos quando houve o desapontamento. Não passou pela experiência porque não se decidira pela mensagem da volta do Senhor. Aos 17 anos, 1849, ainda estava ligado à Igreja Batista. Era um jovem tímido, vacilante e não cria muito em si mesmo; mas dirigiu-se a uma pequena congregação, vinte e oito quilômetros de seu lar, e ali pregou seu primeiro sermão. A congregação apreciou a mensagem e solicitou mais um sermão. Alguns membros que assistiram à pregação de Loughborough, insistiram com ele dizendo que queriam ouvi-lo mais vezes. Por circunstâncias tiveram que mudar para outro local, onde pregou mais três ou quatro mensagens. Estava iniciando-se como pregador batista.

Em 1852, oito anos depois do grande desapontamento, teve um sonho. Assistia uma reunião onde havia um homem expondo a verdade do sábado, e viu ali muitos dos membros de sua igreja. Sentiu-se bastante impressionado com este sonho, mas procurou esquecê-lo.

Poucos dias depois alguém o convidou em Rochester, para assistir a uma reunião de um pregador adventista. Qual não foi a surpresa de Loughborough ao entrar no salão e ver ali justamente o homem que havia visto em seu sonho! Viu também ali as suas ovelhas, membros de sua igreja, sentados assim como os vira no sonho. .Aquilo impressionou-o profundamente. Acompanhou com atenção a exposição de Andrews. Ao final, da reunião já era um Adventista do Sétimo Dia. Loughborough tornou-se o vibrante evangelista da igreja em seus primeiros anos.

A história desta igreja é uma história de quem veio para vencer. A vitória é segura, mas há um detalhe importante: quem de nós participará da vitória? Somente caracteres fortes e decididos. Somente aqueles que realmente amam a Jesus como seu Senhor.

Foi nos momentos mais escuros e difíceis na experiência espiritual de um grupo de pessoas, que surgiram vidas que se entregaram ao inteiro controle do Espírito Santo para receber iluminação e direção. Esta vidas foram comissionadas por Deus para proclamar ao mundo as Três Mensagens que constituem o Seu último convite, chamando pecadores ao arrependimento.

Hoje, neste confuso emaranhado espiritual em que o mundo se encontra, Deus convida adultos e jovens, para abandonar o mundo e erguer-se contra o mundo. Que o nosso amor possa ser dado inteiramente a Jesus e à sua causa!

PENSE – “Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado”. - TS. Vol. III, pág. 443.

DESAFIO – Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em sua vida, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos”. - II Ped. 1:8 – NVI.


 




 

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