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Comentarios da Lição da Escola Sabatina
feitos pelo pastor Albino Marks

Lição 07 O APÓSTOLO JOÃO

Pr. Albino Marks

“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade”. – III João 4.

INTRODUÇÃO – Em nosso estilo de vida somos influenciados pelos instintos e heranças de nossos pais - Infra-Ego; e pelos valores que a sociedade nos transmite - Super-Ego. Esses valores moldam nosso modo de pensar e agir, formando o nosso Ego.

Vivemos neste mundo, mas não somos deste mundo. Deus coloca diante de nós o Seu modo de pensar para mudar o nosso modo de pensar: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos: converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”. - Is. 55:7- ARA.

O grande problema do homem é o pecado. O pecado destruiu no homem o modo divino de pensar, e em sua conduta o homem perdeu o estilo divino de agir. O pecado distanciou o homem das heranças legadas pelo Criador. O tempo apagou a influência destas heranças, e o homem passou a viver sob o domínio da influência do pecado.

“O homem deveria ter a imagem de Deus... A mente era capaz de compreender as coisas divinas... e estando em perfeita obediência à Sua vontade”. - PP. pág. 28.

O plano da salvação tem por objetivo restaurar no homem o modo divino de pensar e de conduta. No entanto, como o homem desenvolve seu modo de pensar e agir em um ambiente de pecado, esta transformação só é possível mediante o milagre da conversão.

Paulo declara: ”Quando alguém se faz cristão, torna-se uma pessoa totalmente nova por dentro. Já não é mais a mesma. Teve início uma nova vida”. - II Cor. 5:17 - BV.

Esta foi a maravilhosa e impressionante experiência de João.

PENSE – “Vocês estão vivendo uma espécie de vida totalmente nova, que consiste em estar aprendendo cada vez mais o que é correto, e procurando constantemente ser cada vez mais semelhantes a Cristo, que criou esta vida nova no íntimo de vocês”. - Col. 3:10 - BV.

DESAFIO – “E agora, irmãos, ao terminar esta carta, quero dizer-lhes mais uma coisa. Firmem seus pensamentos naquilo que é verdadeiro, bom e direito. Pensem em coisas que sejam puras e agradáveis e detenham-se nas coisas boas e belas que há em outras pessoas. Pensem em todas as coisas pelas quais vocês possam louvar a Deus e alegrar-se com elas”. - Filip. 4:8 - BV.

UM CHAMADO ESPECIAL – Jesus estava iniciando o Seu ministério na execução do plano da redenção do homem caído. Todo o plano redentor centralizava-se na pessoa de Jesus. No entanto, todos os gloriosos acontecimentos de Sua vida e morte perderiam a sua razão de ser se não houvesse ninguém para contar aos seus semelhantes o significado de todos eles. Para perpetuar a história de Seu amor pelo pecador e de Seu plano de salvação, Ele escolheu e comissionou homens para a tarefa.

João foi um dos escolhidos para essa gloriosa missão. Quando recebeu o chamado, não teve nenhum momento de vacilação e dúvida: “Ele o seguiu, deixando seu pai, Zebedeu, com os empregados no barco”. –Marc. 1:20 –NVI. Sua decisão foi sem questionamentos e definitiva.

A década de 1830 foi assinalada por um grandioso reavivamento espiritual. A mensagem da breve volta de Jesus começou a arder crepitante em milhares de corações. Em toda parte erguiam-se vozes para proclamar o glorioso acontecimento. Guilherme Miller, Josué Himes, Carlos Fitch, Josias Litch e outros na América do Norte, Eduardo Irving na Inglaterra, José Wolff na Europa e Oriente Médio, Manoel Lacunza na América do Sul, além de outros.

Contudo veio o amargo desapontamento. Toda aquela gigantesca obra de década e meia, esboroou-se na tranqüila madrugada de 23 de outubro de 1844.

Entre as cinzas do desânimo e da frustração total, e sob a chuva violenta do escárnio, da zombaria implacável, encontraram brasas ardentes que lhes ativaram o fogo da fé, da esperança e do amor.

Se estranha e impopular era a mensagem do advento da década de 1830, mais impopular e estranho seria o movimento desencadeado por estas vidas indômitas. Eram caracteres fortes que emergiram da decepção e retiraram o remanescente das trevas do desapontamento e desespero, para a luz da fé e esperança que subsiste.

PENSE – “Mas vejam lá! Tomem muito cuidado de não esquecer o que viram Deus fazer por vocês. Que os milagres feitos por Ele marquem profundamente os seus corações e produzam permanente efeito nas suas vidas! Contem aos filhos e aos netos os gloriosos milagres que Deus fez”. – Deut. 4:9 – BV.

DESAFIO – “Não tenha medo do que você está prestes a sofrer. ... Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida”. – Ap. 2:10 – NVI.

FILHO DO TROVÃO – João é conhecido como o apóstolo do amor. Porém, nos primeiros anos era também dominado por fortes sentimentos de ira e espírito de intolerância. Outrossim, era conhecido como o discípulo que Jesus amava. Isto sempre foi verdade e sempre foi assim. Foi o amor de Jesus atuando na vida de João em todas as circunstâncias que transformou totalmente o seu caráter.

Não é o amor comum, o que Jesus revelou para João e para todos aqueles com quem entrava e entra em contato. É comum ouvirmos esta frase: “É uma alma tão boa que não se pode deixar de admirá-la”. Isto é muito fácil.

O amor de Jesus, porém, vai mais longe; Ele amava e ama aqueles que eram e que são desamáveis. Este amor tocava e continua tocando de maneira tão poderosa aqueles que O ouviam em Sua presença e que O ouvem através de Sua Palavra, que eram e são atraídos a Ele por um poder irresistível. Jesus nos ensina que esta deve ser a nossa maneira de amar. Jesus, ainda que disciplinasse os Seus discípulos, amava-os e transformou-os.

Entre eles estava João, violento e apaixonado. Jesus chamou-o “Boanerges” – filho do trovão. Era ardente em suas amizades, mas rápido e vingativo em seu ódio.

Certa oportunidade, junto com Tiago, seu irmão, propôs a Jesus fazer chover fogo do céu para consumir uma aldeia de samaritanos. Jesus repreendeu-os com profundo amor: “Vocês não sabem de que espécie de espírito vocês são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los”. – Luc. 9:55 – NVI.

Hoje, quando falamos de João, nós o vemos como o apóstolo do amor.

PENSE – “Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte”. – I João 3:14 – NVI.

DESAFIO – “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. - I João 4:8 – NVI.

O TESTEMUNHO DE JOÃO – João declara que se todas as coisas que Jesus fez fossem escritas, o total de livros não caberia no mundo inteiro. Mas, afirma também com convicção, que aquilo que foi escrito é o suficiente para que qualquer inquiridor sincero possa ter certeza da salvação em Cristo Jesus.

Na introdução de seu evangelho, João faz a mais poderosa e contundente declaração sobre a divindade e eternidade de Jesus. “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com o Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito”. – João 1:1-3 – NVI.

João define a Palavra como Aquele que executou os planos da divindade ao referir-se à Sua atividade na criação do universo. Observe-se que toda a criação veio a existência por intermédio de Alguém identificado como a Palavra. Esclarece que este Alguém, a Palavra, estava com Deus desde a eternidade e é Deus. A idéia de Jesus ser a Pessoa que executa os planos da divindade é tornada bem clara. João não admite a idéia de a Palavra ser uma energia que entra em ação sob as ordens de Deus. A Palavra é uma pessoa e esta Pessoa é Deus, que atua com poder por meio de Sua Palavra.

Quem é esta Palavra que é Deus? No verso 14 João não deixa a menor dúvida de que a Palavra é Jesus, ao declarar que a Palavra se tornou carne: “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade”. – NVI.

No argumento de João fica esclarecido sem sombra de dúvida que este Alguém, a Palavra é Jesus, que é também o Filho do Homem, que estava com Deus desde a eternidade e que Ele é Deus em companhia de Deus o Pai. Jesus afirma de modo incontestável esta Sua perfeita unidade com Deus, o Pai: “Eu e o Pai somos um”. - João 10:30 – ARA.

PENSE – “Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida”. – João 5:24 – NVI.

DESAFIO – “Respondeu Jesus: ‘Eu lhes afirmo que antes de Abarão nascer, Eu Sou’” – João 8:58 –NVI.

DOADOR DA VIDA – O pecado obliterou a imagem e semelhança com Deus, rompeu o relacionamento da intimidade direta, face a face, mas não separou o homem do manancial da vida. O plano de Deus para que o homem viva feliz não sofreu alteração. Mesmo em face do pecado, o plano de Deus para o homem mediante a Sua graça continua o mesmo: desfrutar vida abundante e alegria transbordante. Tudo depende da atitude do homem de aceitar ou rejeitar o plano divino.

Em verdade, com a queda, o rio da graça transbordou em suas margens: "... mas onde avultou o pecado, a graça superabundou". - Rom. 5:20 - BJ. Todo pecador que aceita a vida - Jesus, é transformado em um canal de vida e alegria para vivificar outros pecadores. "De graça recebestes, de graça dai". - Mat. 10:8 - BJ.

O apóstolo João transmite nestas palavras a experiência da vida partilhada: "O Espírito e a Esposa dizem: ‘Vem!’ Que aquele que ouve diga também: ‘Vem!’ Que o sedento venha, e quem o deseja receba gratuitamente água da vida". - Apoc. 22:17 -BJ.

Jesus, o Manancial da vida eterna, transforma pecadores em fontes de vida. A samaritana, esquecendo-se de si mesma, foi partilhar a vida: "Vinde ver um homem... Não seria Ele o Cristo". - V. 29 - BJ.

Vencido o pecado e reintegrado o homem ao Universo sem pecado, a vida será o permanente dom do Redentor para os redimidos: "Pois o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, conduzindo-os até às fontes de água da vida". - Apoc. 7:17 - BJ.

No capítulo 22:1 e 2, a certeza da vida, como o dom que comunica vida eterna aos santos no mundo renovado, é transmitida nestas figuras: Água que comunica vida; frutos que comunicam vida; folhas que comunicam vida. Assim como o manancial renova permanentemente as suas águas, a árvore da vida, de modo permanente e certo renova seus frutos. Símbolos perfeitos da permanente provisão de vida para os redimidos pela permanente e visível presença de Cristo. Vida eterna jorrando do Manancial de vida eterna - o trono de Deus e do Cordeiro.

PENSE – “Então me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos”. – Apoc. 22:1 e 2 – ARA.

DESAFIO – “Respondeu Jesus: ‘Eu sou o caminho, a verdade e vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”. – João 14:6 – NVI.

TEMPO DE COMUNHÃO COM JESUS – Como podemos envolver-nos de modo pessoal e experimental com Jesus e desenvolver um relacionamento de comunhão? Jesus faz a preciosa promessa: "Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. - João 6:37 - ARA.

Todo aquele que vai a Jesus não será decepcionado, frustrado. Mas, com intenso amor será recebido por Ele. No entanto, como ir a Jesus? Como estabelecer um relacionamento de amizade com Ele?
Com um amigo, você conversa, dialoga, mantém um colóquio, extravasando seus sentimentos, alegrias, decepções, aspirações.

Como fazer isso com Jesus? Você alguma vez já viu a Jesus como vê seus amigos? Você já ouviu a voz de Jesus como ouve a voz de amigos? Você alguma vez já tocou em Jesus como costuma tocar nos amigos quando conversa com eles?

A Bíblia declara que Moisés falava com Deus face a face. Ainda fala Deus do mesmo modo com os seres humanos hoje? Como pode um ser humano desenvolver relacionamento íntimo com um ser divino? Como relacionar-se com o invisível? (Veja a citação em Pense)

De Moisés é dito que tinha uma profunda intuição da presença pessoal de Deus, e isto era real para ele. Mas como? Através da mente, do pensamento. É interessante a experiência que, quando pensamos em uma pessoa amada, a visualizamos na mente. Quando alguém pronuncia o nome da pessoa amada, nós visualizamos seu rosto. Moisés via a Jesus desta maneira.

Uma informação muito importante: “Nunca lhe perdeu de vista a face”. Outra experiência igualmente importante é, que quando os nossos olhos se centralizam em outro objetivo, visualizamos este objetivo e perdemos de vista a pessoa amada.

Isto é muito real em nossa experiência com Cristo. Quando o mundo com suas sedutoras atrações se interpõe entre nós e Cristo, perdemos de vista a Sua face de amor.

PENSE – "Tinha sempre presente o Senhor, e o Senhor estava sempre à sua mão direita para o ajudar. Tinha Moisés uma profunda intuição da presença pessoal de Deus... Deus lhe era real, sempre presente em seus pensamentos. Moisés era cheio de confiança em Deus porque tinha uma fé que se apropriava das bênçãos... Cria que Deus lhe regia a vida, particularmente. Moisés não só pensava em Deus; ele O via. Deus era a constante visão que tinha presente; nunca lhe perdeu de vista a face. Via a Jesus como seu Salvador, e cria que os méritos do Salvador lhe seriam imputados”. - TS. II, 267 e 268.

DESAFIO – “Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos” - I João 2:3 -= NVI.

ESTUDO ADICIONAL – A mensagem do Concílio Anual de Líderes da Igreja, reunido em 1973, chamou a atenção para a necessidade espiritual básica de cada membro: “Tornar-se semelhante a Jesus em palavras e ações é o alvo do processo chamado ‘Justiça pela fé’: ‘A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e da vida para habitação dos princípios do Céu’”. - DTN. pág. 413.

“A justiça ensinada por Cristo é conformidade de coração e de vida com a revelada vontade de Deus”. - DTN. pág. 227.

Foi esse processo da ‘Justiça pela fé’ que atuou com poder transformador na vida de João, mudando o seu caráter de filho do trovão para o apóstolo do amor.

Eis o que Deus espera de nós como Seus filhos: uma transformação constante de nosso caráter, tendo como modelo o perfeito caráter de Cristo. Viver em todas as circunstâncias da vida os princípios do Céu, numa demonstração irrefutável para o mundo de que é possível tal modo de vida e conduta.

Como Ele o faz? "Nós amamos porque ele nos amou primeiro” – I João 4:19 – NVI. Ele o faz revelando o Seu amor e a Sua graça para quem não tem nenhum mérito. A graça nos ensina como vencer as tentações que o inimigo coloca perante nós, e como viver vida agradável a Deus. É o milagre do novo nascimento. “Quando alguém se faz cristão, torna-se uma pessoa totalmente nova por dentro. Já não é mais a mesma. Teve início uma nova vida”. - II Cor. 5:17 - BV.

O que é preciso o pecador fazer? Aceitar a proposta de perdão e de purificação do Amigo que o ama. Render sua vontade e colocá-la ao controle do Espírito Santo. Somente isto.

Pode você crer no realismo desta experiência maravilhosa?

PENSE – “A religião pessoal entre nós como povo é extremamente escassa. Há muita forma, muita maquinaria, muita religião de lábios; mas alguma coisa mais profunda e mais sólida deveria introduzir-se em nossa experiência religiosa... O que necessitamos é conhecer a Deus e o poder de Seu amor, como foram revelados em Cristo, por um conhecimento experimental... Nossa esperança é fortalecida constantemente pelo conhecimento de que Cristo é nossa justiça.” - T. vol. 5 págs. 742-744.

DESAFIO – “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua Igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-lo como Seu”. - PJ. pág. 69.




 

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