Comentarios da Lição da Escola Sabatina
feitos pelo pastor Albino Marks
Lição 05 MATEUS 10: JESUS E SEUS DISCÍPULOS
Pr. Albino Marks
“Não temais, pois! Bem mais valeis vós que muitos pardais”. – Mt. 10:31.
INTRODUÇÃO - Em nosso mundo já muitos reinos surgiram e desapareceram, passando a fazer parte apenas da história. Estes reinos, pouco deixaram em exemplos de administração e conduta que foram imitados pelos sucessores.
Jesus, o Rei do universo, veio a este mundo para estabelecer o Seu reino e reconquistar o homem que foi enganado e vencido por Satanás. No sermão da montanha, Ele esboçou os propósitos e o espírito de Seu reino: atrair pelos laços do amor, seres humanos que perderam a sua verdadeira identidade, para transformá-los no caráter à Sua semelhança e fazê-los herdeiros de Seu reino.
Jesus fez esta importante revelação a um pequeno grupo de pescadores e outros homens entre os mais simples da sociedade que viram em Seu caráter o amor, a verdade e a justiça.
Este grupo, depois de compreender a natureza e o caráter do reino de Cristo, devia propagá-lo para os seus semelhantes. O reino de Jesus devia espalhar-se entre todos os homens, conquistando súditos de todas as raças e classes sociais. O reino de Jesus não é regido por princípios políticos e por essa razão ultrapassa todos os limites, alcançando os seres humanos onde eles se encontram.
Depois de haverem recebido de Jesus os ensinamentos sobre o caráter de Seu reino, eles deviam participar da primeira demonstração prática na sua propagação. É sobre esta experiência que iremos demorar-nos em nossos estudos durante esta semana.
PENSE – “Por onde forem, preguem esta mensagem: O Reino dos céus está próximo”. – Mat. 10:7 – NVI.
DESAFIO – “Vocês receberam de graça; dêem também de graça”. – Mat. 10:8 – NVI.
ESTÁ PRÓXIMO O REINO DOS CÉUS – Na noite em Jesus esteve reunido com os discípulos para a cerimônia da ceia, Ele fez importante declaração sobre o Seu reino: “Respondeu Jesus: ‘Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele”. – João 14:23 – NVI.
O caráter do reino de Cristo fundamenta-se no relacionamento de amor e obediência, do súdito para o seu Senhor. No entanto, o amor nasce no coração do súdito porque é primeiro tocado pelo amor do Senhor. O reino de Cristo é formado no interior de cada um que o aceita como Salvador e Senhor. “Porque o reino de Deus está dentro de vós”. – Luc. 17:21 – ARA.
Jesus já havia definido este relacionamento nas seguintes palavras: “Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. – Mat. 12:50 – NVI.
Somos irmãos do Rei do universo, e ser irmão significa desenvolver caráter semelhante ao Seu, porque o Seu reino é espiritual e é formado no caráter. Somos feitos semelhantes, transformados de glória em glória em nosso caráter, à Sua semelhança pela atuação do Espírito Santo.
Fazer a vontade de Deus é servir os outros, é compreender que todos somos irmãos, promovendo a fraternidade, o companheirismo da comunhão mútua. Jesus colocou a pedra de toque da autenticidade e sinceridade do discipulado – O AMOR.
Pode alguém conhecer a Bíblia de capa a capa; pode ter habilidades para discutir em círculos teológicos; pode saber pregar admiráveis sermões; pode espalhar esmolas a mãos cheias; no entanto, se não possuir amor pelos condiscípulos e com todos os homens, não será discípulo de Cristo.
Não estamos diminuindo a importância da doutrina cristã. Precisamos conhecer a doutrina e ter certeza de nossa fé. Mas a doutrina é apenas o arcabouço, o corpo, a forma da religião. Sem a doutrina não pode haver Igreja, mas ela não é a comunhão e a vida.
Através do corpo deve correr a vida – O AMOR que é a vida de Deus. “Deus é amor”. – I João 4:8.
O amor é a lei do reino, é o poder vivificante da Igreja, é o poder vivificante do membro. Sem amor ninguém entrará no reino de Cristo.
PENSE – “Mas vocês não devem ser chamados ‘rabis’; um só é o Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos”. – Mat. 23:8 – NVI.
DESAFIO – “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,… Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento,… Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá”. – I Cor. 13:1-3 – NVI.
INSTRUÇÕES MISSIONÁRIAS – Por que os milagres de curas e exorcismos não são muito freqüentes na Igreja de nossos dias? Seria falta de fé e poder? Na Igreja apostólica, a história registra aumento de milagres com o passar dos anos ou eles foram diminuindo?
Qual a mensagem central do plano redentor de Deus? “Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. – Mat. 1:21 – NVI.
Deus, antes de criar o homem, assumiu Consigo mesmo o compromisso de salvar o homem do pecado, se este viesse a cair. Livrá-lo do pecado, pela fé na graça, no amor e poder Salvador; e não salvar ou livrar o homem de todas as conseqüências do pecado. Ele mesmo declarou a Adão, para quem revelou o plano de salvação do pecado (Gên. 3:15), de que ele teria de carregar ao longo de seus dias as conseqüências de seu pecado. (Gên. 3:16-19).
A cura milagrosa pode tornar-se um desastre. O rei Ezequias foi curado de enfermidade mortal e esqueceu-se de glorificar a Deus.
Lendo atentamente o relatório da igreja apostólica, escrito pelo médico Lucas, descobrimos que à medida que a igreja crescia e avançava, os milagres de curas e exorcismos diminuíram e o poder da palavra e a experiência de fé cresceram.
A provisão do compromisso, de salvar do pecado, é ampla, permanente, alcançando todos os pecadores em todos os tempos. Curar o pecador arrependido das conseqüências do seu pecado, sempre, de modo amplo e permanente, traria para as portas da igreja uma avalanche de interesseiros no pão e no peixe, destruindo toda a possibilidade de uma fé e um culto racionais, de adoradores que adoram a Deus em espírito e em verdade.
A vivência cristã não se assenta em curas e exorcismos, mas em uma experiência de fé.
PENSE – “Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis com testemunhas a eles e aos gentios”. – Mat. 10:18 – NVI.
DESAFIO – “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus”. – Mat. 10:32 – NVI.
GENTIOS E JUDEUS – Jesus falando sobre os acontecimentos que teriam lugar no período de Sua vida sobre a terra, nas bodas de Caná, responde para Sua mãe: “A minha hora ainda não chegou”. - João 2:4.
Ante a proximidade do dia de Sua morte, declarou para os Seus discípulos: “Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem”. – João 12:23 – NVI.
Comentando a resposta de Jesus para Sua mãe, é dito em “O Desejado de Todas as Nações”: “Todo ato da vida de Cristo na Terra era cumprimento do plano que existira desde os dias da eternidade. Antes de vir à Terra, o plano jazia perante Ele, perfeito em todos os seus detalhes. Ao andar entre os homens, porém, era guiado passo a passo pela vontade do Pai. Não hesitava em agir no tempo designado. Com a mesma submissão esperava até que houvesse chegado a oportunidade”. – DTN. pág. 147.
Para os discípulos no caminho de Emaús, no entardecer do dia de Sua ressurreição, Jesus declarou: “Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’”. – Luc. 24: 44 – NVI.
Se Ele sempre seguia o plano estabelecido “desde os dias da eternidade…, perfeito em todos os seus detalhes”, não seria interessante relacionar as instruções para os discípulos à luz da profecia que define o tempo determinado para os judeus? “Setenta semanas estão decretadas para o seu povo...”. – Dan. 9:25 – NVI.
Jesus conhecia o ensino Bíblico de que todos os acontecimentos em nosso mundo têm “hora” marcada no calendário pré-estabelecido por Deus na eternidade, e Ele, não faria nada que pudesse gerar descrédito para a Sua palavra. A “hora” para gentios ainda não havia chegado. Esta posição de ver, não anula a exposta na lição.
PENSE – “Então Paulo d Barnabé lhes responderam corajosamente: ‘Era necessário anunciar primeiro a vocês a palavra de Deus; uma vez que a rejeitam e não se julgam dignos da vida eterna, agora nos voltamos para s gentios“. – At. 13:46 – NVI.
DESAFIO – “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. – Mt. 24:14 – NVI.
UM MINISTÉRIO INTEGRAL – A mensagem central do plano da salvação é libertar pecadores da escravidão do pecado. Libertos do pecado, Deus oferece qualidade de vida melhor e mais abundante já neste mundo, além de vida eterna quando o plano for consumado.
Jesus pregava as boas novas do plano redentor, anunciando a vinda do Reino de Deus; curava os enfermos promovendo a saúde e o bem estar de Seus seguidores; ensinava os princípios de conduta do Reino de Deus, transformando caracteres orgulhosos, egoístas e mesquinhos, em pessoas interessadas pelos semelhantes na satisfação de suas necessidades físicas, sociais e espirituais.
A economia de Israel fundamentava-se nestes princípios de relacionamento. Deus era reconhecido como o proprietário de todos os recursos e de todos os viventes. “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem”. – Salmo 24:1 – NVI.
Dentro deste contexto, a terra não era negociada. Deus é o Seu proprietário e cada um recebia uma parte com a responsabilidade de administrá-la para prover o sustento de sua família. O que podia ser negociado eram as colheitas com base das que podiam ser feitas até o ano do jubileu. (Lev. 25:15).
Além desse princípio básico com relação à terra como fonte de sustento, havia outras orientações que beneficiavam os menos afortunados para suprir as suas necessidades. Todos estes princípios de conduta giravam em torno do grande centro: Deus como o provedor de todos os recursos para satisfazer todas as necessidades de Seus filhos.
PENSE – “Deus desejava trazer todos os povos sob Seu governo misericordioso. Desejava que a terra toda se enchesse de alegria e paz. Criou o homem para a felicidade, e anseia encher da paz do Céu o coração humano”. – PJ. pág. 290.
DESAFIO – “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus”. – Filip. 4:19 – NVI.
NÃO TENHAM MEDO DELES – A pregação das boas novas de salvação do pecador é desenvolvida dentro do grande conflito entre Cristo e Satanás. Isto significa que os mensageiros da esperança não estão livres de oposição e mesmo perseguição. Em um conflito corre-se o perigo de confrontos com as forças contrárias.
Jesus prevendo esta situação preveniu os discípulos: “Todos odiarão vocês por minha causa”. – Mat. 10:22 – NVI. Assim foi em todos os tempos desde que o pecado conseguiu vencer os nossos primeiros pais. Mas Cristo veio a este mundo para atacar e vencer o inimigo no território onde assentou o seu domínio.
A mensagem de Jesus para todos aqueles que se rendem ao Seu serviço em favor da luta contra o pecado é: “Não tenham medo”. A proteção que Jesus oferece é certeza de segurança. “Eu lhes disse estas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. – João 16:33 – NVI.
A vitória de Jesus é a certeza de nossa vitória. Jesus declarou: “Mas aquele que perseverar até o fim será salvo”. –Mat. 24:13 – NVI.
Hebreus 11 apresenta a galeria dos heróis de Jesus que venceram pela fé. Cercado por esta nuvem de heróis, você também precisa tornar-se um deles. Os herdeiros do reino são homens e mulheres que venceram e vencem. Vencem o que? Lutam contra quem e contra o que? "Vos ainda não resististes até o sangue em vosso combate contra o pecado!" – Heb. 12:4 - ARA.
Todos eles foram vencedores sobre o pecado, pela fé. Sim, é preciso vencer o pecado. Não importa quantas vezes você caiu na armadilha do inimigo. Para herdar o reino, o que importa é que você vença.
PENSE – “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno”. – João 17:15 – NVI.
DESAFIO – “Que diremos, pois, diante destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” – Rom. 8:31 – NVI.
ESTUDO ADICIONAL – Pela palavra do profeta Amós Deus faz um apelo para Israel: “Busquem o bem, não o mal, para que tenham vida. Então o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará com vocês, conforme vocês afirmam”. – Amós 5:14 – NVI.
“Busquem o bem para que tenham vida”. - No Éden, a vida estava relacionada com a prática do bem. O bem estava relacionado com a expressão da vontade de Deus. Enquanto o homem, criado à semelhança de Deus, vivesse em harmonia com a expressão da vontade de Deus, ele receberia vida da fonte de vida que é a fonte do bem. Se praticasse o mal, declarou-lhe Deus: “certamente morrerás”.
Logo, buscar o bem, que é a proposta do profeta Amós para o povo de Israel, encontra seu antítipo no relacionamento que Adão e Eva mantinham com Deus no jardim do Éden, antes de sua desobediência.
Dentro desse contexto, em uma definição bem simples: o que é o bem? O bem é tudo o que Deus é. Amor, justiça, misericórdia, clemência, santidade, pureza, lealdade, fidelidade, retidão…
Em oposição ao bem, o que é o mal? O mal é tudo o que Satanás é: Ódio, injustiça, maldade, impureza, imoralidade, torpeza, infidelidade, deslealdade, egoísmo, orgulho, vaidade…
Acima de tudo, Deus é vida. Alguém, separado de Deus, tem realmente vida, mesmo estando vivo? Jesus declarou: “Deixe os mortos, enterrar os seus mortos”. Como dizendo: quem não conhece Deus, não está vivo.
“Ora, a vida eterna é que eles te conheçam a Ti, o único verdadeiro Deus, e àquele que enviaste, Jesus Cristo”. – João 17:3 - TEB.
O Evangelho é o poder de Deus para mudar o caráter, a conduta e a cultura, implantando o bem e destruindo o mal. A cultura do mal não pode conviver com o Evangelho do Bem. Não é possível servir a dois senhores: o Evangelho do Bem e a cultura do mal.
Paulo introduzia sua mensagem mostrando conhecimento da cultura para quem estava pregando. Estabelecida a ponte de contato, conduzia seus ouvintes para os princípios que orientam a conduta em harmonia com a expressão da vontade de Deus – a cultura de Deus.
PENSE – Para Israel, o Senhor deixou orientações bem definidas: “Portanto guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contamineis com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus”. – Lev.18:30 - ARA
DESAFIO – Para Israel, que estava no cativeiro babilônico, por meio do profeta Ezequiel, Deus questionou a conduta do povo: “E vocês saberão que eu sou o Senhor, pois vocês não agiram segundo os meus decretos nem obedeceram às minhas leis, mas se conformaram aos padrões das nações ao seu redor”. – Ez. 11:12 – NVI.
|