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Comentarios da Lição da Escola Sabatina
feitos pelo pastor Albino Marks

Lição 04 O FILHO DE DEUS ENTRE NÓS

Pr. Albino Marks

“O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isso proclamamos a respeito da Palavra da vida”. – I João 1:1 – NVI.

INTRODUÇÃO – Para depositar crédito em uma fonte de informações é preciso que seja confiável. As suas declarações e os feitos dos personagens de seus relatos precisam ser sustentados por evidências que o confirmem de que assim foi ou aconteceu.

Podemos aceitar a Escritura Sagrada como um documento confiável quanto à narração dos personagens e dos fatos históricos que contém? É possível aceitar os relatos bíblicos como registros dignos de confiança, quando fala de personagens e acontecimentos relacionados entre si?

A questão fundamental para aceitar como verazes a existência dos personagens e compreender os acontecimentos relatados, entender e interpretar a Escritura Sagrada é saber quem é o seu verdadeiro autor.

Uma análise cuidadosa e livre de preconceitos já estabelecidos, revela que há uma unidade surpreendente de pensamento entre a diversidade de todos os livros. Não encontramos uma unidade estereotipada na maneira de apresentar os conceitos e relatos da Escritura, mas a diversidade de expressão não gera conflitos entre os conceitos e demais escritos.

O apóstolo Paulo, falando de seu ministério, declara: “Irmãos, quero que saibam que o evangelho por mim anunciado não é de origem humana. Mas Deus me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça. Quando lhe agradou revelar o se Filho em mim para que eu o anunciasse entre os gentios, não consultei pessoa alguma” - Gal. 1:11, 12, 16 e 17 – NVI.

Esta declaração é poderosa. Paulo não atribui a si mesmo a origem de seus escritos, mas declara enfático: “Não o recebi de pessoa alguma nem me foi ele ensinado; ao contrário, eu o recebi de Jesus Cristo por revelação...”. Declara categoricamente que os seus escritos são uma revelação de Cristo Jesus. Na mesma declaração não questiona a origem das Escrituras e afirma a existência de Cristo.

PENSE – “A Escritura Sagrada aponta a Deus como seu autor; no entanto, foi escrita por mãos humanas, e no variado estilo de seus diferentes livros apresenta os característicos dos diversos escritores”. – GC. pág. 7.

DESAFIO – “Ouçam esta palavra que o Senhor falou:... Certamente o Senhor, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas”. – Amós 3:1 e 7 – NVI

QUEM FOI JESUS? - I – Certamente uma das mais profundas e convincentes declarações sobre quem é Jesus foi feita por alguém que testemunhou a Sua morte. Disse Jesus: “E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”. – João 12:32 – ARC. Com que tipo de morte Jesus atrairia pecadores? A morte de Jesus, foi tão impressionante aos olhos dos que ali se encontravam em torno da cruz, que um rude comandante da guarda romana declarou com voz embargada, comovida, com estranho sentimento de emoção e com uma convicção inexplicável: “Verdadeiramente este homem era o filho de Deus”. – Marc. 15:39 - TEB.

Este informante, sem nenhuma ligação com Jesus, deixou um testemunho eloqüente sobre a morte do Deus-Homem. Havia acompanhado a morte de muitos criminosos e bandidos, mas ali estava alguém que fez uma diferença imensa: Este Homem era o filho de Deus. A morte de Jesus atraiu aquele que ali se encontrava para executar a sentença de morte contra Ele. Ele viu na morte do Homem, o Dom da Vida.

Lucas acrescenta outra idéia contida na declaração deste comandante sobre esta morte maravilhosa e impressionante: “Realmente este homem era um justo”. – Luc. 23:47 – BJ.

Jesus morreu como o Homem, como o justo, não como um bandido em estertores com o seu emocional transtornado, mas como morre um filho de Deus em paz com a sua consciência e em equilíbrio com as suas emoções.
Este é o Salvador que conheço. Esta é a Sua vida que conheço. Esta é a Sua morte que conheço. Este Homem, em Sua morte, atraiu-me como o imã ao ferro e não posso imaginar-me viver sem a presença constante deste Homem, que é em primeiro plano, o Deus Eterno Criador - Jesus.

PENSE – “Apesar disso, Ele colocou sobre Si mesmo as nossas dores, Ele mesmo carregou nosso sofrimento. E nós ficamos pensando que Ele estava sendo castigado por Deus por causa de Seus próprios pecados! A verdade, porém, é esta: Ele foi ferido por causa de nossos pecados; seu corpo foi maltratado por causa de nossas desobediências. Ele foi castigado para nós termos paz; Ele foi chicoteado – e nós fomos curados!” - Is. 53:4 e 5 – BV.

DESAFIO – “vemos, todavia, aquele que por um pouco foi feito menor do que os anjos, Jesus, coroado de honra e de glória por ter sofrido a morte, para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte”. – Heb. 2:9 – NVI.

QUEM FOI JESUS? - II – O evangelista João introduz o seu evangelho com uma declaração básica: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus… Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade”. – João 1:1 e 14 – NVI.

João apresenta a Jesus como o Deus eterno, Criador do Universo e de todas as coisas que nele existem, e como Aquele que se fez homem para viver entre os humanos e, como Redentor, pagar o preço de resgate para redimir o homem. Em sua introdução, liga os dois grandes acontecimentos na vida de Jesus em relação ao homem e o plano da salvação: Fala dEle como Deus eterno e criador, para apresentá-lO como Aquele que se fez carne e habitou entre os homens, para o cumprimento da promessa da redenção e seu ministério redentor em favor dos pecadores.

Estas informações são importantes, para compreendermos que Jesus que é Deus eterno e criador, tornou-se Filho de Deus quando gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, e pela encarnação é também o Filho do homem; compreendermos com clareza a origem da vida em nosso planeta; compreendermos a queda do homem, o drama do pecado e o glorioso plano de salvação executado por meio de Cristo. E compreendermos também que no tempo determinado por Deus, este plano será completado com a segunda vinda de Jesus, vindo como Rei e Soberano para o restabelecimento deste mundo ao Reino eterno de todo o Universo, “onde habita a justiça”. – II Ped. 3:13.

PENSE – “Os resplendentes e santos serafins, as hostes do céu, que se maravilham com o glorioso plano da salvação, atentavam com intenso interesse para ver como o povo de Deus receberia o divino Filho de Deus, vestido à semelhança da humanidade. A sabedoria de Deus estava em seu Unigênito Filho. O tabernáculo de Deus estava com os homens. Deus estava velado na habitação da humanidade”. - RH. 1894/04/03.

DESAFIO – “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos”. - I Tim. 2:5 e 6. BJ.

JESUS ENTRE PECADORES E PUBLICANOS – Dois pontos importantes merecem atenção na maneira de Jesus agir. Primeiro, apresentava para os pecadores o plano da salvação. A primeira e mais urgente necessidade do pecador é conhecer e aceitar o Salvador. Os outros problemas são secundários.

Assim aconteceu com Zaqueu. O primeiro passo foi a aceitação de Jesus como seu Salvador, e depois foi acertar as contas com todos os que defraudara. Nicodemos primeiro teve a visão do Cordeiro de Deus sobre a cruz, o amor divino derramado de tal maneira sobre o pecador,( João 3:16 ), e depois lidou com suas 5.600 regras espirituais. O paralítico primeiro recebeu a certeza do perdão de seus pecados e depois a cura de sua paralisia.

Segundo ponto: Jesus sempre colocou diante dos seus ouvintes o ideal divino de conduta em harmonia com a Sua vontade; mas sempre lidou com o pecador dentro da realidade do pecado. O perdão misericordioso, imerecido, e o amor de incomensurável ternura do Pastor em busca da ovelha extraviada, são a primeira revelação do plano redentor. Compreendendo e aceitando este perdão e amor, o pecador perdoado e justificado recebe a revelação da justiça de Deus orientando a conduta. Disse Jesus: “Eu vim chamar os pecadores, a fim de que eles mudem de vida, e não para chamar os bons”. - Luc. 5:32 - BLH.

A salvação independe de raça, posição social, estado civil ou qualquer outra coisa. A salvação é uma dádiva de Deus, e não está condicionada a situações. A salvação é um dom individual; é a restauração do relacionamento rompido entre o homem e seu Deus.

PENSE – “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. - Atos 4:12.

DESAFIO – “Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus”. - Ef. 2:19 - ARA.

EXPONDO OS HIPÓCRITAS – Uma leitura superficial dos ais de Jesus sobre os escribas e fariseus, dá-nos a impressão que Jesus está condenando de modo fulminante a estes mestres em Israel. Seria realmente esta a maneira de Deus, e neste caso, de Jesus lidar com pecadores que estão com sérios problemas espirituais?

A pena inspirada lança luz sobre estas proclamações de Jesus: “A indignação de Cristo era contra a hipocrisia, os crassos pecados pelos quais os homens estavam destruindo a própria alma, enganando o povo e desonrando a Deus. No especioso, enganador raciocínio dos sacerdotes e principais, distinguia Ele a operação de forças satânicas. Viva e penetrante fora Sua acusação do pecado; mas não proferiu palavras de vingança. Tinha uma santa indignação contra o príncipe das trevas; mas não manifestava nenhuma irritação. Assim o cristão que vive em harmonia com Deus, possuindo os suaves atributos do amor e da misericórdia, experimentará uma justa indignação contra o pecado; mas não se tomará de paixão para injuriar os que o injuriam. Mesmo enfrentando os que se acham movidos pelas forças de baixo para manter a falsidade, em Cristo conservará ele ainda a calma e o domínio de si mesmo”. – DTN. págs. 619 e 620.

É importante sempre ter em mente que Deus e Jesus, condenam decididamente todo e qualquer pecado, mas amam com amor entranhável o pecador. Assim é, porque este está sendo envolvido pelas astutas ciladas de Satanás. O pecado é abominável para Deus, mas o pecador, por mais vil que seja é objeto de Sua graça e de Seu amor.

PENSE – “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram. Eis que a casa de vocês ficará deserta”. – Mat. 23: 37 e 387 – NVI.

DESAFIO – “Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” – Rom. 2:4 – NVI.

AMOR PELOS HIPÓCRITAS – Seguramente um dos maiores exemplos de como Jesus lidava com os hipócritas é a maneira como trabalhou em favor de Simão. Sobre o envolvimento pecaminoso de Simão com Maria não temos nenhuma evidência clara nos evangelhos. Todavia, da narrativa de Lucas, infere-se que Simão tivera um envolvimento adúltero, pois em seus devaneios recrimina a Jesus: “Se Este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que Lhe tocou, porque é pecadora”. - Luc. 7:39

Jesus, que estava lendo os pensamentos mais íntimos de Simão, volta-Se para ele e declara de modo muito incisivo: “Simão, tenho algo a lhe dizer”. O fariseu responde interessado: : Dize, Mestre”. – Luc. 7::40 – NVI. Jesus passa a narrar em tom solene a parábola dos dois devedores, na qual faz passar perante Simão o filme de seu envolvimento pecaminoso com a mulher que estava acusando e condenando.

Sim, aos pés de Jesus encontravam-se o sedutor e a seduzida. Duas vidas que foram degradadas e atormentadas pelo arqui-inimigo de Deus e dos homens. No entanto, o acontecimento que se tornou uma dupla tragédia sob o poder do grande enganador, envolvendo estas vidas no pecado, foi transformado em dupla vitória pelo poder do Amor.

O olhar de Jesus que encontrou Maria mergulhada na lama da mais abjeta imoralidade, também encontrou Simão, corrompido pela depravação, pelo orgulho, pela justiça própria, pela presunção e pela hipocrisia. O amor resgatou as duas vítimas das garras do inimigo. Nunca a mensagem do profeta Isaias expressou de modo tão evidente o seu sentido real: “Mas assim diz o Senhor: Por certo que os presos se tirarão ao valente, e a presa do tirano fugirá, porque Eu contenderei com os que contendem contigo, e salvarei os teus filhos”. - Is. 49:25 - ARA.

PENSE –“Simão induzira ao pecado a mulher que ora desprezava. Fora por ele profundamente prejudicada... A frieza de Simão e sua negligência para com o Salvador mostravam quão pouco apreciava a mercê que lhe fora feita. Julgara honrar a Jesus convidando-O à sua casa. Mas viu-se então como na realidade era. Enquanto pensara ler seu Hóspede, Este o estivera lendo a ele. Viu quão justo era o juízo de Cristo a seu respeito. Sua justiça fora um vestido de farisaísmo. Desprezara a compaixão de Jesus. Não O reconhecia como representante de Deus. Ao passo que Maria era uma pecadora perdoada, ele era um não perdoado pecador. A rigorosa regra de justiça que quisera impor contra ela, condenava-o a ele próprio. Mas Simão se julgava mais justo que Maria, e Jesus desejava fazer-lhe ver quão grande era na verdade a sua culpa”. - DTN. págs. 566 e 567.

DESAFIO – “Uma severa acusação haveria endurecido Simão contra o arrependimento, mas a paciente admoestação o convenceu de seu erro. Viu a magnitude do débito que tinha com seu Senhor. Seu orgulho humilhou-se, ele se arrependeu, e o altivo fariseu tornou-se um humilde e abnegado discípulo”. – DTN. págs. 567 e 568.

ESTUDO ADICIONAL – "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste”. - João 17:3

Se desejamos alcançar a vida eterna, conhecer a Jesus é fundamental. Mas não é suficiente um conhecimento formal - Muita satisfação em conhecê-lo. Este conhecimento não resolve a questão da salvação. Também não é suficiente um conhecimento acadêmico - lendo biografias de Jesus e tomando conhecimento de fatos históricos de Sua vida e reconhecê-lo como um grande mestre. Insuficiente também é o conhecimento teológico - saber através da leitura da Bíblia que Jesus é uma pessoa da Trindade; que virá segunda vez a este mundo. Todos estes conhecimentos não resolvem nosso problema em relação à eternidade

O conhecimento que produz vida eterna precisa ser real, pessoal, de intimidade. Precisamos aprender a relacionar-nos com Jesus, em um companheirismo tão íntimo que compreenderemos Sua vontade, e teremos prazer em realizá-la; satisfazendo Seu desejo que nos identifiquemos perfeitamente com Ele; precisamos conhecer e aceitar Seus planos a nosso respeito.

Como o pecado destrói o desejo de relacionar-nos com o divino, em verdade nada podemos fazer para restabelecer o relacionamento quebrado. Adão e Eva, quando pecaram, esconderam-se de Deus. Deus foi ao seu encontro, procurando-os: "Onde estás?"

Logo, a iniciativa para restabelecer o relacionamento, parte do divino e não do humano. A verdade é esta: "Cristo tornou-se um ser humano, e morou aqui na terra entre nós, e era cheio de perdão amoroso e da verdade”. - João 1:14 - BV.

PENSE – "Porque Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonar a vida descrente e as paixões mundanas, para vivermos neste mundo uma vida controlada, correta e dedicada a Deus. Ela também nos ensina a viver esperando o dia feliz em que aparecer a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Ele se deu a si mesmo por nós, para nos livrar de toda maldade e fazer de nós um povo puro, que pertence somente a ele e que se dedica a fazer o bem”. - Tito 2:11-14 - BLH.

DESAFIO – “Quando alguém se faz cristão, torna-se uma pessoa totalmente nova por dentro. Já não é mais a mesma. Teve início uma nova vida”. - II Cor. 5:17 - BV.



 

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