Comentarios da Lição da Escola Sabatina
feitos pelo pastor Albino Marks
Lição 03 - JOÃO BATISTA: PREPARANDO O CAMINHO PARA JESUS
Pr. Albino Marks
“Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele”. – Mat. 11:11.
INTRODUÇÃO – No programa divino tudo é antecipadamente planejado. Deus não se depara com emergências imprevistas. Em Jó 38 e 39, Ele apresenta-se ao patriarca como Aquele que planejou e executou a criação do Universo. Colossenses 1:26; 2:2; Romanos 16:25 e outros textos evidenciam a inquestionável certeza que a Redenção foi planejada muito antes de o homem ser criado.
Em Sua vida terrestre, Jesus seguia o programa planejado com antecedência: “Cristo, na Sua vida sobre a terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai lhos fazia conhecer”. Ensina Deus, também, em Sua Palavra, que todo o desenvolvimento de Seu plano redentor está estabelecido por Ele desde os dias eternos. Importante é observar que a programação divina alcança detalhes com a mesma força e clareza que se encontra nas grandes linhas mestras. Para Deus nada é trivial. Todas as coisas têm seu valor e importância.
Pode parecer, para o homem, que nos detalhes o Senhor não coloca o mesmo interesse e cuidado dispensado ao grande todo. Contudo, não é assim. Atente-se para um detalhe que pode parecer sem importância: Por que preparar um mensageiro para que este trabalhe no preparo do caminho ou das condições para a vinda de Jesus como o Redentor?
João Batista atribuiu a si a profecia do profeta Isaías a cerca de seis séculos antes dele: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a vosso Deus”. – Is. 40:3 –ARA.
Deus chamou e habilitou um homem para este importante detalhe de Seu plano de salvação para o homem.
PENSE – “Este é aquele que foi anunciado pelo profeta Isaias: ‘Voz do que clama no deserto; preparai o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele’”. – Mt. 3:3 –NVI.
DESAFIO – “Eu sou Deus, e não há nenhum outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu. Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos o que ainda virá”. – Is. 46:9 e 10 – NVI.
UM CHAMADO ESPECIAL – A mente de João Batista estava submissa ao controle do Espírito Santo. Ele possuía a mente de Cristo. João Batista dedicou mente e corpo aos propósitos redentores de Deus, e a promoção do Reino era sua obsessão.
Nos anos passados no deserto, João esvaziou-se de si mesmo, sentindo-se incapaz e pequeno demais para tão grandiosa missão. Mas, justamente tais homens Deus chama para neles engrandecer o Seu nome. O Espírito Santo poderosamente envolve homens que vivem no mundo, mas sobre cujo corpo e mente o mundo não tem influência. São santos, pois pela contemplação de Cristo, assimilaram a mente de Cristo e foram despojados do egoísmo, orgulho e vaidades humanas.
Seu profundo sentimento de pureza moral e física custou-lhe a cabeça. Contudo, mesmo conhecendo o alto preço que teria de pagar, com destemor erguia sua voz em favor dos princípios divinos e eternos, e em contrapartida acusava e condenava os pecados dominantes da época.
“Pesava sobre ele a responsabilidade de sua missão.” - DTN. pág. 71. A mais bela e impressionante apresentação de João Batista é feita por João o Evangelista: “Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João”. - João 1:6. Sentindo o peso da vocação divina, executava sua tarefa com dedicação e determinação. Todo o seu ser foi consagrado aos propósitos divinos em favor do pecador.
Deus precisa de homens de caráter firme, inabalável ante todas as circunstâncias adversas de um mundo em convulsão moral, mas que necessita de mensagens claras e convincentes sobre o amor de Deus e seu plano redentor.
PENSE – “E você, menino, será chamado profeta do altíssimo, pois irá adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho”. – Luc. 1:76 - NVI.
DESAFIO – “Fará retornar muitos dentre o povo de Israel ao Senhor, o seu Deus”. – Luc. 1:16 – NVI.
PREPARANDO O PREPARADOR – O apóstolo Paulo apresenta duas idéias muito importantes na relação mente, corpo e glorificação a Deus: “Nós, porém, temos a mente de Cristo... Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”. - I Cor. 2:16 e 6:20.
Logo, glorificar a Deus, envolve mente e corpo, pois os dois são inseparáveis. Sem dúvida, todo o processo de glorificação começa na mente, porque a comunicação com Deus acontece através da mente. Mas, mente precisa conduzir o corpo à submissão para glorificação a Deus.
Ter a mente de Cristo significa conhecer a Deus através de uma experiência de intimidade pessoal. Experiência que transforme de tal modo o caráter, que o mundo veja a Cristo e O conheça revelado nos Seus seguidores, é o supremo propósito de Deus para seus filhos.
Este foi o modo de vida de João Batista. Falando sobre o seu preparo para cumprir a sua missão, o anjo declarou: Pois será grande aos olhos do Senhor. Ele nunca tomará vinho nem bebida fermentada, e será cheio do Espírito Santo desde antes do seu nascimento”. – Luc. 1:15 – NVI.
“Deveria ser por forma tal capaz de dominar suas faculdades, que pudesse estar entre os homens, tão inabalável ante as circunstâncias ambientes, como as rochas e montanhas do deserto.” - DTN. pág. 69.
“As circunstâncias ambientes”. Quantas vezes deixamos de cumprir nosso dever porque as pressões do ambiente nos desencorajam. Conta-se de um homem público que declarou ao amigo que não tomou posição em determinada proposta importante, por causa das pressões contrárias. Pressões - interpelou o amigo - Onde estavam suas reservas morais?
PENSE – “E o menino crescia e se fortalecia em espírito; e viveu no deserto, até aparecer publicamente”. – Luc. 1:80 – NVI.
DESAFIO – “Podia ficar ereto e destemido em presença de monarcas terrestres, porque se prostrara diante do Rei dos reis”. - DTN. pág. 72.
O ESPÍRITO DE ELIAS – Com o povo reunido no monte Carmelo, Elias faz a pergunta decisiva: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o”. - 18:21. O povo endurecido, nada respondeu. Nada é mais devastador para a experiência espiritual do que o pensamento dividido. O que é certo? o que é errado? Quando a verdade e o erro são misturados de maneira sutil, confundem o adorador, semeiam dúvidas e dividem as definições.
Um silêncio solene e opressivo envolve a multidão. Elias ora com simplicidade e fervor: Fogo desce do céu e consome o holocausto, a lenha e encandeia as pedras a ponto de derretê-las, lambendo e secando toda a água que havia na vala. Penitentes e contritos prostraram-se com o rosto em terra e reconheceram a soberania de Deus: “Só o Senhor é Deus, só o Senhor é Deus”. - 18:39.
JOÃO BATISTA - O segundo Elias - Das barrancas do rio Jordão retumba por todo o Israel a voz eloqüente e poderosa de João Batista, em um tempo de apostasia, prazeres, sensualismo e orgia.
Sentia o peso da missão que lhe fora comissionada. Cônscio de que Deus não envia mensageiros para lisonjear o pecador, com estranho poder sacudia o povo. Seu dever era impressioná-los com a santidade dos reclamos divinos. Imprimir-lhes uma nova direção aos pensamentos. Sua vida e caráter deviam ser colocados em harmonia com a vontade divina.
O TERCEIRO ELIAS - Vivemos na iminência do grande, glorioso, mas também terrível dia do Senhor. Estamos despertos nesta hora avançada da história? Como soam aos nossos ouvidos as perguntas de Deus: Se sou Pai, onde está a minha honra? Se sou Senhor, onde está o meu respeito? Ou somos inteiramente de Deus, ou não somos dEle. O nosso coração, o nosso modo de pensar, não podem estar divididos. O primeiro interesse precisa ser o reino dos céus.
O primeiro Elias subiu ao céu levado por um carro de fogo. Hostes angelicais recolheram-no da presença de Eliseu, seu sucessor. O terceiro Elias também será trasladado em uma nuvem de anjos. Estaremos prontos para esse grande momento?
PENSE – “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. – Mat. 24:14 – NVI.
DESAFIO – “Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele”. – Heb. 10:38 – NVI.
COMPORTAMENTO MUDADO – Atentemos ao cerne vital da mensagem de João Batista, o homem que dedicou mente e corpo aos propósitos divinos: “Ele dizia: ‘Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo’”. – Mt. 3:2 – NVI.
“Via seu povo enganado, satisfeito consigo mesmo e adormecido em pecados. Anelava despertá-los para vida mais santa.” - DTN. pág. 72.
“João devia... imprimir-lhes nova direção aos pensamentos... Suas palavras eram claras, incisivas e convincentes... João declarou aos judeus que sua aceitação diante de Deus era decidida por seu caráter e vida. A profissão de nada valia. Se sua vida e caráter não estivessem em harmonia com a lei de Deus, não eram seu povo”. - DTN. págs. 72 e 74.
O centro de toda questão espiritual está na mente. Isto significa que as grandes decisões espirituais são pessoais e não coletivas. A igreja como um todo pode estar crescendo, pela dedicação de vidas consagradas; mas isto não significa que cada membro individual seja parte ativa deste todo. Há uma obra pessoal a ser feita, e para ela existe somente um procurador - Cristo. Entrega de mente e corpo a Cristo conduz à vida e vigor espirituais.
A profissão nada decide, se nosso caráter, nossa conduta diária não sofrem a influência do poder do Espírito Santo, tornando nossa vida mais semelhante à de Cristo. Sem esta operação diária em nossa mente, não somos filhos de Deus ainda que assim o pensemos.
Esta era a mensagem de João Batista, mensagem de reavivamento e reforma espirituais, preparando o povo para a vinda do reino dos Céus em sua graça. É um movimento assim que Deus espera em nossos dias, preparando um povo para o encontro com Cristo no reino da glória.
PENSE – “Com novo e estranho poder sacudia o povo. Toda a nação se comoveu. Multidões afluíam ao deserto”. - DTN. págs. 72 e 73.
DESAFIO – “Dêem fruto que mostre o arrependimento!” - Mt. 3:8 – NVI.
UMA LIÇÃO DE JOÃO – “Tenham cuidado para que ninguém vos escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo”. – Colos. 2:8 – NVI.
O que Deus pede para este tempo é um despertamento espiritual, e este começa na mente, a fonte das decisões e onde se encontram os neurônios, canais de comunicação com o Céu para iluminar e orientar os nossos pensamentos, dirigindo as decisões.
O Espírito de Profecia alerta-nos contra quatro poderosas influências que militam contra nossa vida espiritual: “Parece estar-se apoderando do mundo, em muitos sentidos, uma intensidade qual nunca dantes se viu. Nos divertimentos, no ganhar dinheiro, nas lutas pelo poderio, na própria luta pela existência, há uma força terrível que absorve o corpo, o espírito e a alma. Em meio desta corrida louca, Deus fala”. - Educ. pág. 260.
Em tempo algum isto foi tão real e verdadeiro como nos dias atuais. Inquestionavelmente há uma corrida louca em busca de prazeres, grandezas e glórias. O respeito e o amor pelo semelhante estão morrendo; o que vale é atingir a realização dos desejos pessoais, não importando os caminhos e os meios. Em meio a esta turbulenta agitação, Deus fala. O que Ele diz?
“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor”. - Jer. 9:23 e 24.
Todas as sedutoras influências que apelam aos sentidos e conduzem ao pecado são vencidas quando o conhecimento de Cristo é real. Prazeres, grandeza. poderio, cuidados da vida, ansiedade por riquezas, tradições humanas, cultura humanista, perdem o brilho e a atração quando passamos a ter a mente de Cristo.
PENSE – “Assim, por causa da sua tradição, vocês anulam a palavra de Deus”. – Mt. 15:6 – NVI.
DESAFIO – “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus”. - Ef. 5:14-16.
ESTUDO ADICIONAL – Deus determinou importantes funções para a Igreja desempenhar como instrumento de influências enobrecedoras dentro da sociedade. Acima de todas as influências, Deus comissionou-a com a tarefa de transmitir ao pecador rebelde e impenitente, Seu convite de amor, chamando-o ao retorno a Ele para recompor o relacionamento rompido.
Esta tarefa terá seu ponto culminante quando o último convite e apelo divinos forem dirigidos ao pecador. Para o cumprimento desta missão final, Deus trará um despertamento de reforma e reavivamento espirituais atuando na Igreja e no seio da família: “E irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado”. - Luc. 1:17.
Este despertamento, começando no lar, levedará a Igreja como um todo. O Espírito de Deus atuando poderosamente na mente e no coração, unirá a família e a Igreja para a consecução de Seu propósito. “Eis que enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que Eu não venha e fira a terra com maldição.” - Mal. 4:5 e 6.
Sim, antes que o fogo consumidor execute sua tarefa destruidora e purificadora, tal como aconteceu com Sodoma e cidades vizinhas, Deus mais uma vez usará a Igreja e a família para transmitir Seu convite de amor e compaixão. Ninguém poderá desculpar-se como desinformado, pois a mensagem será comunicada por palavra e por exemplo. proclamando com irresistível poder e convicção a mensagem que anuncia perdão e salvação e também castigo e destruição.
PENSE – “Se se espera que a religião influencie a sociedade, deve ela influenciar primeiro o lar. No lar é posto o fundamento da prosperidade da Igreja. As influências que regem a vida no lar são levadas para a vida da Igreja; portanto os deveres paroquiais devem começar no lar”. – LA. pág. 318.
DESAFIO – “E Eu mandarei outro profeta como Elias, antes da vinda do grande e terrível dia do julgamento de Deus. A pregação desse profeta fará os pais e os filhos se unirem novamente, pensando e sentindo a mesma coisa; porque então todos saberão que se não se arrependerem, Eu virei e destruirei completamente a sua terra.” - Mal. 4:5 e 6 – BV.
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